sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Férias

      Com a chegada das férias de Natal e Ano Novo, também o Do ADN à Vida entrará de férias! Todos os elementos do grupo que contribuem para manter o blog o mais activo possível vão descansar durante as próximas duas semanas e, depois das rabanadas e do champanhe, voltamos durante mais um período de - esperamos nós - diversão!

     Este primeiro período foi, essencialmente, um período de aprendizagem e adaptação ao Blogger. No próximo período, pode esperar-se uma mudança no visual da página, e continuaremos com as sondagens e com os posts sobre os mais variados temas, como até aqui tem sido habitual.

Contamos convosco para nos acompanharem quando voltarmos, a partir do dia 9 de Janeiro de 2012. Até lá! 

A equipa do ADN à Vida deseja-lhe um 
Feliz Natal


 e um 
Próspero Ano Novo!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Maior período de vida saudável


   
     Numa série de experiências feitas com ratos, ao retirarem-se células velhas do organismo, conseguiu retardar-se ou evitar a incidência de cataratas, envelhecimento da pele e perda de musculatura nos ratos em estudo. Para tal, foram-se removendo constantemente, desde que os ratos eram novos, as células velhas do seu organismo.

     Em qualquer organismo, todas as células têm um período de vida útil. Quando este período termina, a célula é como que "desligada" pelo organismo, evitando que a célula cause danos ao corpo (como, por exemplo, cancro). Aquando desse "desligamento", nalguns casos as células continuam "a vaguear" pelo organismo, num estado chamado, pelos cientistas, de senescência. Nestes casos, as células perdem a sua função, mas não ficam inactivas: passam a libertar proteínas que, recentemente, foram descobertas como aceleradoras do envelhecimento

     Por isso, nesta experiência, as células senescentes eram mortas com uma droga administrada aos ratos e que provocava a sua apoptose.

     No entanto, é importante destacar que a remoção de células "velhas" não aumentou a longevidade: nenhum rato viveu mais por causa disso! Mas o benefício não deixa de ser importante, já que o tempo de “vida saudável” é consideravelmente maior sem a presença de células inativas acumuladas no organismo.

     No que toca a aplicar esta técnica a humanos, o tratamento não pode ser executado exactamente da mesma forma que nos ratos, devido a diferenças de reacção às substâncias e à genética. O princípio da ideia, no entanto, serve para que os médicos desenvolvam terapias no futuro.


Mais informação

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Resultados da sondagem #3

O que é a hipospádia?


1ª - Secreção espumosa vaginal de odor desagradável
  6 (40%)
 

2ª - Condição médica dolorosa na qual o pénis erecto não retorna ao seu estado flácido
  4 (26%)
 

3ª - Malformação congénita da uretra.
  2 (13%)
 

4ª - Acumulação de líquido seroso nos ovidutos
  3 (20%)
 


Com a maioria dos votos (40%) está a 1ª opção, seguida da 2ª, da 4ª e da 3ª.



Mas afinal o que é a hipospádia?

A resposta correcta é a opção menos votada: uma malformação congénita da uretra. É uma doença caracterizada pela abertura da uretra em posição anormal, na face ventral do pénis ou mais raramente na bolsa escrotal.
A resposta mais votada foi a 1ª opção: a secreção espumosa vaginal de odor desagradável é um sintoma da tricomoníase, doença sexualmente transmissível causada pelo parasita protozoário Trichomonas vaginalis.

Obrigado a todos os leitores "Do ADN à Vida" pelo contributo na sondagem. 

A próxima sondagem virá na segunda-feira, dia 9 de Janeiro. Até lá, boas festas!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Mamutes podem retornar em cinco anos

     Os cientistas têm estado a tentar clonar mamutes há anos, mas agora eles estão realmente perto. Tanto que em cinco anos talvez veja manadas inteiras do animal gigante – uma das mais famosas personagens pré-históricas.
Reconstrução de mamutes, personagens pré-históricas extintas

     Pesquisadores da Universidade japonesa de Kinki e o museu de mamutes República Sakha descobriram uma medula bem preservada de um fémur, na Sibéria, enterrada debaixo do gelo. Ela estava em tão bom estado que o DNA das células pode ser usado no lugar do núcleo de óvulos de elefante. Isso permite que sejam criados embriões de mamutes.
     A equipa pretende implantar esses embriões no útero de elefantes, para que cresçam até nascer. Apesar de serem maiores que os elefantes, ambos são parecidos o suficiente para este processo. Esta técnica é semelhante aos procedimentos de clonagem. A chave está no DNA intacto. 
     As imagens abaixo mostram, respectivamente, o cientista russo Semyon Grigoriev a mostrar um corte transversal da superfície do fémur de um mamute e a obter uma amostra da sua medula óssea.
Que venham eles!
     Alguns podem dizer que deveríamos deixar os mamutes descansar em paz, e não brincar com a natureza. Entretanto, algumas teorias dizem que foram os humanos os responsáveis por levar os gigantes à extinção. Deveríamos trazê-los de volta então?
     Todas as crianças no mundo sonham em ver mamutes a caminhar pela tundra. Mas o assunto vai para além de imagens infantis. Seria este um bom método para trazer de volta espécies extintas?

Mais informação

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Vaca que produz leite humano

     O leite materno é fundamental para a saúde das crianças nos seis primeiros meses de vida, por ser um alimento muito completo. 

Mas o que fazer aos bebés que não podem/rejeitam beber leite materno?

Nicolas Mucci e o Ministro argentino da
Agricultura Julian Dominguez, com Rosita
     "Um laboratório argentino anunciou o nascimento da primeira vaca clonada no mundo com dois genes humanospara produzir um equivalente do leite materno que pode proteger os bebés contra doenças e promover o seu desenvolvimento.

     A vaca clonada, 'batizada' Rosita Isa, é o primeiro bovino nascido no mundo com dois genes humanos que contêm as proteínas presentes no leite materno, segundo o Instituto Nacional de Tecnologia Agrícola (INTA).
     Nicolas Mucci, um dos três responsáveis pelas investigações conduzidas pelo INTA e pela Universidade Nacional de San Martin, disse à agência noticiosa francesa AFP que aquele leite protegerá os bebés e melhorará a sua absorção de ferro.
     Adiantou que o vitelo nasceu a 6 de abril de 2011 e que é vigiado "24 sobre 24 horas".
     "O objetivo é melhorar o valor nutricional do leite de vaca juntando dois genes humanos, as proteínas lactoferrina e lisozima", declarou um outro investigador, Adrian Mutto, da Universidade Nacional de San Martin.
     Dentro de 10 meses, os investigadores vão poder confirmar se as proteínas estão presentes no leite de Rosita, realizando uma simulação de gravidez.
     O objetivo da experiência é que na idade adulta a vaca possa produzir "leite semelhante ao dos seres humanos", indicou o INTA."


Mais informação


     Caros leitores, tomem iniciativa e comentem, expressem a vossa opinião: consideram eticamente aceitável? Acham realmente necessário? De que modo contribui para a evolução da ciência? Poderá abalar os princípios teológicos, bases de muitas religiões?

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Dormir de mais é genético


     Pessoas que gostam de ter um sono extra agora têm uma desculpa – a genética.


Especialistas que estudaram mais de 10 mil pessoas na Europa descobriram que aquelas com o gene ABCC9 precisam de 30 minutos a mais de sono por noite do que os que não o possuem.
O gene está em um entre cada cinco europeus, de acordo com o estudo. Os investigadores acreditam que isso pode ajudar a explicar o comportamento sonolento das pessoas.
No estudo, cada um dos participantes disse o quanto dormia, e doou sangue para análise de ADN. As necessidades de sono das pessoas variaram significativamente. Entre os famosos, Margaret Thatcher dormia apenas quatro horas por noite, enquanto Albert Einstein precisava de onze.
Pessoas das Ilhas Órcades, Croácia, Holanda, Itália, Estónia e Alemanha participaram da pesquisa. O questionário baseou-se nos dias “livres”, em que não precisavam trabalhar no dia seguinte ou tomar comprimidos para dormir.
Quando os investigadores compararam as respostas com a genética, descobriram que aqueles com o gene citado precisavam dormir mais do que a média de oito horas.
Então, examinaram os genes das moscas-das-frutas, e também notaram que aquelas sem o gene ABCC9 dormiam três horas menos do que o comum.
O gene está envolvido na percepção da energia celular no corpo. Os cientistas dizem que isso abre uma nova linha de pesquisa no campo do sono, e talvez no futuro eles podem estabelecer exactamente como o gene e as suas variações regulam a quantidade de horas na cama.
Jim Wilson, da Universidade de Edimburgo, afirma que “humanos dormem durante aproximadamente um terço da vida. Uma tendência a dormir menos ou mais geralmente vem de família, mas também é influenciado pela idade, latitude, estação do ano e ritmo cardíaco. Essas incursões no campo biológico do sono serão importantes para revelar o efeito saudável do sono”.


Mais informação

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Heterocromia: a beleza dos olhos multicoloridos


     Por que razão algumas pessoas têm um olho de uma cor e o outro com uma cor diferente? A diferença está ligada a uma doença? 
     Esta característica ocular curiosa é chamada de heterocromia e é um traço hereditário muito incomum, que costuma ser benigno, sem maiores complicações a não ser a questão estética.
     
     Esta condição é rara em humanos, sendo mais observada em animais, especialmente em cães (como dálmatas e pastores australianos), gatos e cavalos. Quando acontece nos gatos, estes recebem a denominação de gato de olho ímpar.

     No caso da heterocromia genética, a alteração é definida pelo gene EYCL3, que se encontra no cromossoma 15, que codifica a cor castanha (alta quantidade de melanina) ou azul (baixa quantidade de melanina) dos olhos de uma pessoa e pelo gene EYCL1, no cromossoma 19, que codifica as cores verde ou azul a partir de pigmentos de gordura.



     Se a heterocromia é constatada no nascimento ou nos dias seguintes ao parto, é considerada de carácter genético, mas é possível que também tenha sido causada por outros factores.

     Quando a heterocromia é resultante de despigmentação ocular, pode estar associada à Síndrome de Waardenburg, disfunção em que a falta de um gene causa surdez. O mais comum é que seja indicativo de lesões oculares ocorridas com batidas, derrames e inflamações oculares ou de qualquer lesão ou doença que cause perda de melanina, o pigmento que dá, entre outros, a cor ao olho.

     A heterocromia também pode referir-se à perda de pigmentação de uma zona especial da íris. A mudança de pigmentação dos olhos em adultos deve ser comunicada a um médico, já que pode estar associada à doença que necessite de tratamento.

     Para a diferença de cor entre os olhos, não existe nenhum tratamento, e a única coisa a ser feita é utilizar lentes coloridas para igualar o pigmento.



Mais informação

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Cromossoma Y pode escapar da extinção

     Estudos genéticos indicam que o cromossoma Y apareceu na história evolutiva há cerca de 300 milhões de anos, quando os ancestrais reptilianos dos actuais mamíferos e do homem desenvolveram um gene da masculinidade - bastaria possuí-lo para ser macho. O cromossoma Y passou a ser o que abrigava esse gene. Outro cromossoma muito parecido passou a ser o X, que, quando em dobro, produzia uma fêmea. Assim, no começo, eles eram quase idênticos.

     No entanto, a mudança acabou por gerar um problema: a recombinação, ou seja, a troca de pedaços de DNA entre o X e o Y, acabou por se tornar nociva, causando uma série de problemas tanto para os machos como para as fêmeas. Assim, o Y acabou por se isolar. A recombinação, porém, é um processo importante para corrigir erros de cópia de DNA que acabam inutilizando genes. O resultado foi que, ao longo de milhões de anos, o Y foi ficando cada vez mais degenerado, passando de cerca de 1.000 genes para apenas uns 80 hoje. Nos cangurus, só sobrou um único gene, o SRY, que determina a formação dos testículos.

     Sykes, no seu livro "Adam's Curse" (maldição de Adão), diz acreditar que o processo continuará indefinidamente, podendo levar à extinção dos machos humanos daqui a 125 mil anos se nada for feito. Por isso, ele sugere transferir os genes essenciais do Y para outro cromossoma.
     Porém, outros investigadores, como David Page, do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), encontraram sinais de que a situação do Y não é tão terrível assim. Ele parece usar sequências repetitivas no seu interior para corrigir pelo menos em parte os seus defeitos. Tais sequências são palíndromos - podem ser lidas da mesma maneira de trás para frente, como a palavra "uau". Com a ajuda deles, o Y poderia ser capaz de evitar o seu próprio desaparecimento, de acordo com Page.


Vídeo sobre a evolução do cromossoma Y (em inglês):

Mais informação

Resultados da sondagem #2

O que é um spliceossoma?


1ª - Complexo de RNA e de subunidades proteicas que removem intrões do mRNA precursor.

  6 (50%)
 

2ª - Divisão do complexo mRNA e sub-unidades ribossomais.
  2 (16%)
 

3ª - Agrupamento de ribossomas associados a um mRNA durante o processo de tradução.
  1 (8%)
 

4ª - É um cgRNAP (ácido fosfo-ribonucleico de interação com vesículas golgianas.
  3 (25%)
 

Com a maioria dos votos (50%) está a 1ª opção, seguida da 4ª, da 2ª e da 3ª.



Mas afinal o que é um spliceossoma?

A resposta correcta é mesmo a 1ª opçãospliceossoma é um complexo de RNA e de subunidades proteicas que removem sequências não-codificantes (intrões) do mRNA percursor, um processo normalmente designado por splicing.


Obrigado a todos os leitores "Do ADN à Vida" pelo contributo na sondagem. 


A próxima sondagem virá na segunda-feira, dia 5 de Dezembro.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Doença de Tay-Sachs

     Um gene letal é um gene que causa a morte do indivíduo. Este tipo de genes pode matar antes ou depois do nascimento.
     Um gene letal para a espécie humana pode ser, por exemplo, o gene que condiciona a doença de Tay-Sachs - um gene letal recessivo que provoca a morte de crianças, entre os 3 e os 5 anos, devido a paralisia generalizada.
Criança com a doença de Tay-Sachs (à direita)

       A doença de Tay-Sachs é caracterizada por uma baixa produção de enzimas necessárias ao bom funcionamento do organismo (hexosaminidase A). Essa baixa produção de hexosaminidase A faz com que haja uma acumulação de gangliosídios, que vai afectar as células do cérebro.

     Como esta doença ocorre devido a um gene letal recessivo, se um indivíduo herdar um gene normal e um mutante (ou seja - se for heterozigótico), o gene normal basta para gerar a quantidade de hexosaminidase A necessária para evitar a acumulação de gangliosídios. 
    Se um indivíduo herdar dois genes mutantes, passa a ser portador da doença de Tay-Sachs.

     As crianças com a doença de Tay-Sachs parecem estar a desenvolver-se normalmente nos primeiros meses de vida mas, passados alguns anos, as suas habilidades mentais e físicas começam a deteriorar-se severamente.
     A criança, com o passar do tempo, torna-se cega, surda e incapaz de engolir. De seguida, os seus músculos começam a atrofiar, até que ocorre a paralisia.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Pénis liso, cérebro maior...


     Muitos mamíferos, como os chimpanzés ou os gatos, têm espinhos no pénis, feitos do mesmo material que as unhas (a queratina). 

  • No entanto, isto não ocorre nos homens. Porquê?

    Graças à perda de um fragmento de material genético, os homens não têm espinhos no pénis.
     Os espinhos queratinizados aumentam a sensibilidade táctil do pénis e tornam o coito mais rápido nos mamíferos, embora possam magoar a fêmea  Para sorte das mulheres, o pénis do homem é liso.
     Esse tipo de pénis sem "acessórios" costuma estar associado a espécies monogâmicas e tende a prolongar a relação sexual, criando um maior vínculo entre os parceiros sexuais.
     Uma equipa de 13 investigadores da Universidade de Stanford, na Califórnia, resolveu procurar diferenças no material genético do homem, do chimpanzé e de outros macacos. Tentaram procurar sequências no ADN que eram mantidas nos chimpanzés e noutros animais, mas delectadas no genoma humano. Uma das perdas descobertas no ADN era a eliminação de uma sequência ligada a um gene capaz de estimular a produção tanto dos espinhos no pénis como os "bigodes" de cães e gatos, que servem de sensores de tacto.

     Pénis liso, sem bigode de gato e também com cérebro maior: uma outra delecção próxima a um gene supressor de tumores foi correlacionada com o aumento de regiões do cérebro humano.

     O pénis com espinhos é comum em espécies nas quais fêmea e macho têm parceiros múltiplos. Serviriam para remover o sémen do macho rival ou para magoar a fêmea e impedi-la de querer copular com outro parceiro.
   
Já na espécie humana, os traços sexuais evoluíram de modo a favorecer a monogamia e a cooperação na criação das crianças.


Mais informação

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Britânica quer doar útero à filha

     Uma mulher de Nottingham, no Reino Unido, pediu para doar o seu útero à filha, que é infértil devido a um defeito de nascença. Os especialistas estão inseguros acerca do "extremamente complexo" processo, até agora apenas realizado em animais.


     Eva Ottonson, de 56 anos é directora de um empresa de iluminação, e quer dar o seu ventre à sua filha de 25 anos, Sara, que não pode ter filhos por ter nascido sem útero, como relata o jornal The Guardian. Se o procedimento for levado a cabo, num hospital na Suécia, Sara poderá conceber e carregar uma criança no mesmo ventre de onde ela própria nasceu.
     Apesar da vontade de mãe e filha em realizar a intervenção, colocam-se sérios obstáculos, já que a operação é experimental e apenas foram realizados testes com animais. Apenas alguns ratos nasceram através de um ventre transplantado e muito pouco trabalho foi feito em animais maiores, como porcos, coelhos e macacos.
     Se a operação for aprovada e o transplante for feito com sucesso, o útero terá de ser removido dois a três anos depois para evitar complicações médicas e qualquer nascimento teria de ser, obrigatoriamente, por cesariana.
     A única tentativa anterior de se realizar um transplante de útero aconteceu na Arábia Saudita, em 2000. Na ocasião, uma mulher de 26 anos recebeu o útero de outra mulher já falecida, que tinha 46 anos. O órgão precisou ser removido 99 dias mais tarde, por causa de complicações por hemorragia e coágulos.

     Eva deu uma entrevista em que fala do seu caso:



Mais informação

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Homem tem ossos em vez de músculos

     Uma estranha doença genética sem cura levou a que um chileno de 44 anos visse os seus tecidos musculares transformados progressivamente em ossos. 

     Carlos Olea, conhecido pelos seus vizinhos como o "homem de pedra", sofre desde que nasceu de fibrodisplasia ossificante progressiva, uma rara doença que destruiu os seus músculos e articulações e o impede quase de se movimentar.



     "Sinto qualquer coisa, qualquer coisa por dentro, como se os nervos estivessem duros", descreveu, com dificuldade, Carlos Olea, que vive com os pais numa casa de campo, em Tunca de Arriba, na região de O' Higgins.
       Diariamente, os pais de Carlos atam, com uma larga corda de couro, o filho junto à porta de casa para que possa ver o campo enquanto come com o auxílio de varetas. São também as varetas que lhe permitem gozar o seu único prazer: fumar.
     Carlos, que só consegue pestanejar e mexer alguns dedos dos seus pés e mãos, consegue fumar quando é colocado um cigarro na ponta de uma vareta com uma abertura numa das extremidades.
     De acordo com a chefe da Unidade de Genética do Hospital Clínico da Universidade do Chile, Silvia Castillo, o gene que causa a doença de Olea, que é filho de pais sãos, encontra-se no cromossoma 2 e foi descoberto há três anos.


Mais informação

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Mãe desenvolve rara alergia à água

     Ao contrário da maioria das mães, Michaela Dutton não corre para enxugar as lágrimas do seu filho quando ele cai e magoa o joelho. Isso é porque até mesmo uma gota de água pode provocar erupções cutâneas dolorosas na sua pele. O nascimento de Mitchell, de três anos de idade, desencadeou uma alergia rara na mãe de 21 anos deixando-a incapaz de tocar ou beber água. Ela é também incapaz de pegar no seu filho por mais de alguns minutos, no caso de ele suar sobre ela. A sua condição médica, conhecida como urticária aquagénica, afecta apenas uma em cada 230 milhões de pessoas em todo o mundo. 

     Se a pele da Michaela entrar em contacto com a água, a sua pele fica com vergões vermelhos e bolhas. Ela não pode beber chá, café ou sumo de fruta porque fazem a sua garganta inchar. Em vez disso, ela sobrevive com grandes quantidades de Diet Coke, que o seu corpo tolera, ainda que contenha água gaseificada.
     Dutton disse que a condição a deixou com medo de sair de casa - para o caso de chover. Para manter-se limpa, ela toma banho durante dez segundos, uma vez por semana. Mesmo esses contactos breves com água causam ardor na sua pele.

Ardor: Miss Dutton só pode tomar banho durante dez segundos por semana

     Os médicos ficaram perplexos com a condição, que eles acreditam ter sido causada por um desequilíbrio hormonal causado por dar à luz. Michaela Dutton disse que a condição médica tornou-se evidente logo que ela tomou banho pela primeira vez, alguns dias depois de ela dar à luz em Outubro de 2005.


COMO SE EXPLICA ESTA SITUAÇÃO?
     Pensa-se que a condição seja causada pela libertação de histamina - a mesma substância que faz as picadas de insectos doerem e incharem - em células da pele dos doentes.

     Especialistas de Wolverhampton's New Cross Hospital experimentaram medicamentos anti-histamínicos e terapia de radiação ultravioleta para tentar aumentar a resistência das células da pele de Michaela à água, mas até agora não tiveram sucesso.

     Nina Goad, da Associação Britânica de Dermatologistas, disse que apenas cerca de 30 casos de urticária aquagénica havia sido documentado em todo o mundo. Disse: "A doença é extremamente rara e não há cura conhecida ainda. Nós ainda não compreendemos totalmente os mecanismos precisos que provocam os vergões."


Mais informação

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Resultados da sondagem #1

O que é o pompoarismo?


1ª - Remoção de pele dos lábios vaginais.
  2 (10%)
 

2ª - Arte de contrair os músculos vaginais para dar mais prazer ao homem.
  7 (35%)
 

3ª - Estilização dos pêlos púbicos.
  1 (5%)
 

4ª - Expulsão de gases da vagina, geralmente, durante o acto sexual, que fazem os pequenos e grandes lábios vibrarem.
  10 (50%)
 

Com a maioria dos votos (50%) está a 4ª opção, seguida da 2ª, da 1ª e da 3ª.


Mas afinal o que é o pompoarismo?

A resposta correcta seria a 2ª opção: é a arte de contrair os músculos vaginais, para dar mais prazer ao homem. Esta arte é uma antiga técnica oriental, derivada do tantra, oriunda da Índia, com o objectivo de proporcionar maior prazer, tanto ao homem como à mulher.

A resposta mais votada, embora incorrecta, foi a 4ª: a expulsão de gases da vagina não é o pompoarismo; é, sim, o flato vaginal, ou garrulitas vulvae (do grego garrulitas: gorjeio, loquacidade, tagarelice). Geralmente os gases expulsos não possuem odor, excepto se a mulher apresentar corrimento patológico.


Obrigado a todos os leitores "Do ADN à Vida" pelo contributo na sondagem. 


A próxima sondagem virá na segunda-feira, dia 21 de Novembro.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Porque é que os chimpanzés não falam?


     Foi descoberto o gene que permite aos humanos falar, graças a uma equipa de investigadores norte-americanos. A fala é uma característica dos humanos que os distingue dos chimpanzés, no meio das várias semelhanças genéticas que partilham. Esta diferença pode ter resultado da evolução de apenas um gene.

     No estudo feito, o grupo de investigadores assegura que uma simples diferença de duas moléculas num gene, idêntico no Homem e no chimpanzé, pode ser a causa de os homens conseguirem falar.

     A capacidade de falar terá começado devido a alterações num gene chamado FOX P2, conhecido por estar envolvido nas capacidades linguísticas, que se deram depois de o nosso ramo evolutivo se ter separado do dos outros primatas (ver imagem).

   Esta descoberta poderá ajudar nos tratamentos genéticos de problemas como o autismo.


Mais informação