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domingo, 20 de maio de 2012

A "desimpressora" - nova forma de reciclagem?

   E se, em vez de depositarmos aquelas folhas de impressão já usadas no ecoponto, pudéssemos, literalmente, apagar toda a tinta das folhas e usá-las novamente?

     Esta ideia já foi posta em prática por várias entidades, mas era necessário o uso de tintas especiais, o papel ficava estragado... Mas agora, esses problemas têm uma nova esperança de resolução!
    Uma equipa de engenheiros da Universidade de Cambridge desenvolveu um processo de remoção de tinta do papel, recorrendo a impulsos laser.
Fotografia tirada ao perto de papel "desimprimido"
     O processo envolve o uso de impulsos de laser curtos para remover a tinta através do aquecimento dos materiais que a constitui até temperaturas em que vaporizam. Nos testes efetuados, o papel sujeito a este processo não sofreu danos significativos, continuando a assemelhar-se muito ao papel branco original.
Resultados da "desimpressão"
    Demonstrada a técnica em laboratório, os engenheiros pretendem criar um protótipo apropriado para escritórios - a "desimpressora"; contudo, o seu custo de produção pode ascender às 19 mil libras (23 mil e 500 euros, aproximadamente).
    Esta equipa afirma que o processo funciona com as tipologias de papel mais usadas e que é mais amigo do ambiente que a própria reciclagem!

     Com um custo tão elevado, não será melhor mantermo-nos pela reciclagem convencional do papel?

     A equipa de Cambridge admite que as empresas ainda considerarão economicamente mais favorável a reciclagem convencional, mas com o avançar da economia, o preço da "desimpressora" baixará.
  "Quando usamos papel reciclado, usamos muitos recursos naturais", diz o líder da equipa, David Leal-Ayala. "Usamos eletricidade, água e químicos, e para ser honesto, quando imprimimos algo, a única razão de não reutilizarmos o papel é a presença da tinta."; "O papel ainda se encontra em boas condições e não há razão nenhuma de seguir todo esse processo industrial se o papel ainda está em bom estado".

     Está visto que esta e outros tipos de tecnologia similares não estão ao alcance de todos, pelo menos por agora. Deverão ser apoiadas investigações como esta, de modo a encontrar formas alternativas e mais amigas do ambiente que a reciclagem convencional? Ou a reciclagem até aqui efetuada é suficiente para alcançar a sustentabilidade do planeta, no que toca à parte do tratamento de resíduos?
Miguel Serôdio


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sexta-feira, 9 de março de 2012

Biotecnologia aplicada à saúde

     A biotecnologia consiste na manipulação de organismos, células ou moléculas biológicas que possam ter aplicações específicas. Pode ser aplicada à agricultura, produção de alimentos, áreas da saúde... Um bom exemplo de biotecnologia aplicada à agricultura pode ser os transgénicos, o qual o nosso blog se debruçou num post anterior.
     No caso das aplicações ligadas à saúde, a biotecnologia refere-se a diagnósticos e terapêutica de doenças, amplificando e dirigindo a resposta imunitária através da imunoterapia.
     A imunoterapia recorre à capacidade natural do nosso organismo para combater as doenças, através da produção de anticorpos, proteínas que reconhecem especificamente determinado antigénio (ou determinante antigénico). Essa produção é feita in vitro, por indução da proliferação clonal de linfócitos B ativados por um determinado antigénio. Os anticorpos produzidos intervêm, assim, na imobilização dos antigénios responsáveis pela sua produção.
     Esta tecnologia pode, então, ser aplicada a inúmeras situações, como, por exemplo, testes de gravidez, diagnóstico e tratamento de doenças, preparação de soros, tratamentos de cancros, antídotos para venenos..., tendo por base apenas o facto de os anticorpos produzidos em laboratório e administrados ao indivíduo reconhecerem e "marcarem" ou "imobilizarem" o antigénio em questão.
     Como qualquer tratamento, a imunoterapia tem efeitos secundários, mas raramente se tornam em complicações graves.


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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Doença de Graves

     O nosso sistema imunitário é bastante eficiente, mas pode apresentar sempre alguns problemas. Um exemplo disso é a autoimunidade - as células imunitárias começam a atacar as próprias células do organismo, pois reconhece-as como estranhos.

A doença de Graves é uma doença autoimune frequente.

     Esta doença caracteriza-se pela presença de hipertiroidismo, bócio, oftalmopatia e, por vezes, mixedema pré-tibial.

Mixedema pré-tibial
     Estes sintomas devem-se à excessiva produção de hormonas pela tiróide. Essa produção desenvolve-se quando anticorpos induzem continuamente a secreção dessas hormonas na glândula, desempenhando a função da TSH (thyroid-stimulating hormone - tireotropina). A causa desta situação deve-se a fenómenos de autoimunidade - células imunitárias (linfócitos T em interação com linfócitos B neste caso) ativam, indiretamente, recetores da tiróide para a TSH, o que induz a produção das hormonas tiroideias.

     Geralmente, todos os indivíduos afetados por esta doença necessitam de tratamento. O tratamento incide em dois objetivos: melhorar rapidamente os sintomas da doença e diminuir a velocidade de produção das hormona tiroideias pela glândula.
     A melhoria dos sintomas da doença faz-se por tratamentos terapêuticos, de modo a eliminar a oftalmopatia e o mixedema pré-tibial.
     O tratamento do hipertiroidismo passa pela via terapêutica, com medicação anti-tiroideia diária, podendo ser aplicado iodo radioativo e/ou cirurgia (raramente efetuada).

Bócio
     A doença de Graves afeta mais mulheres do que homens (devido à maior eficiência do sistema imunitário feminino, o que aumenta a probabilidade da hiperimunidade) e é mais frequente entre os 20 e os 40 anos, embora possa ocorrer em qualquer idade. É, também, a causa mais comum  (entre 60 a 80% dos casos) de hipertiroidismo.
     Não existe forma de prevenir a doença de Graves.

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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

O estilo de vida influencia a nossa imunidade?

     Pelas aulas e pelos posts já publicados, temos bem presente a noção da influência do meio ambiente no nosso organismo, quer ao nível genético, quer ao nível celular. Como não poderia deixar de ser, o nosso sistema imunitário não escapa disto!
     A sociedade de hoje vive um momento em que obter a melhor saúde e estética possíveis é um importante objetivo. Tanto a alimentação, o exercício físico e o estilo quotidiano têm influência na nossa saúde, como sabem. 

O grande segredo para se ter uma boa saúde é fortalecer o sistema imunitário.

     Muitos estudos comprovam que a prática de exercício físico moderado e regular aumenta a eficácia da nossa imunidade, prevenindo-nos melhor de resfriados e constipações, por exemplo - este tipo de exercício tem sido associado ao aumento da produção de macrófagos, células que fagocitam (digerem) microorganismos. Isto pode levar a benefícios substanciais no sistema imunitário a longo prazo.
     O cansaço físico e mental também influencia na imunidade, segundo alguns estudos. Pessoas que se sentem tranquilas e felizes apresentam um sistema de defesa forte, enquanto que pessoas deprimidas, stressadas, têm um sistema imunitário mais debilitado. Num estudo feito a estudantes, evidenciou-se um maior nível de glóbulos brancos em época de férias do que em época de exames!
     A alimentação também tem um papel importante: uma alimentação equilibrada é importante para aumentar a imunidade, já que os alimentos contêm substâncias que podem influenciar, mais uma vez, a produção de leucócitos. Tanto é que, por exemplo, os vegetarianos têm leucócitos mais resistentes a tumores do que quem ingere carne. O facto é que ainda nem se sabe bem porquê, mas tem, obviamente, algo a ver com a alimentação.

     E aqui estão todas as dicas que temos para vocês. Em baixo confiram os sites para verem métodos e alimentos para aumentar a vossa imunidade! Toca a praticar!


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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Fingerprint genético

     A engenharia genética tem várias aplicações, para vários domínios da nossa sociedade. 
     Uma delas é a técnica ADN fingerpint (DNA profiling, em inglês). Esta técnica é utilizada para identificar e comparar sequências específicas no ADN que sejam variáveis (acreditem, apesar de sermos muito diferentes, temos mais informação genética em comum do que aquilo que pensam). Para esta técnica, recorre-se à eletroforese da sequência de ADN em questão.
Esquema da eletroforese
     O fingerprint genético é muito utilizado nas ciências forenses, para identificação de criminosos, e nos testes de paternidade

Mas nos dias que correm hoje, a moda é outra.

     A empresa "DNA 11" foi pioneira em desenvolver, a partir das imagens de eletroforese do ADN obtidas por computador, quadros e pinturas. Ou seja, já é possível, por esta ou outras empresas, comprarmos um quadro com o nosso material genético lá representado.
     Na "DNA 11", a ideia já existe desde 2005, e a partir do seu website (disponibilizado em baixo) podemos encomendar, não só retratos do nosso fingerprint genético, como também retratos das nossas impressões digitais e dos nossos lábios.
     Fiquem agora com algumas imagens fantásticas criadas por esta empresa:






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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Híbridos estéreis

Já alguma vez viram um zebralo? Ou um tambacu? São os chamados híbridos estéreis.

     A maioria das mutações é responsável por grandes distúrbios nos seres vivos, tanto fisicamente como psicologicamente. As alterações génicas são fenómenos muito frequentes no nosso organismo - muitas delas são é corrigidas no momento.
     No entanto, existem mutações benéficas, como visto na Resistência dos europeus à sida, neste blog. Entre elas, cita-se a poliploidia. Apesar de letal no Homem, pode ser viável em muitos outros seres vivos e constituir benefícios no sucesso evolutivo, como nas plantas.
     Um género de trigo, por exemplo, é poliploide, visto resultar do cruzamento de espécies diferentes e ter sofrido duplicação cromossómica (é um híbrido fértil). Contudo, existem indivíduos híbridos que não sofrem poliploidia, como no caso dos animais - tornam-se inférteis, por não apresentarem cromossomas homólogos (pois vieram de espécies diferentes).
     Fomos pesquisar exemplos de híbridos estéreis, e surpreendemo-nos com os resultados. Confiram:

  • Bardoto, resultado de égua (Equus caballusi) X jumento (Equus asinus)



  • Tambacu, resultado de tambaqui (Colossoma macropomum) X pacu-caranha (Piaractus mesopotamicus)



  • Ligre, resultado de leão (Panthera leo) X tigresa (Panthera tigris)

  • Leopon, resultado de leopardo (Panthera pardus) X leoa (Panthera leo)


  • Toronja (laranja-romã), resultado de pomelo (Citrus maxima) X laranja (híbrido também) (Citrus x sinensis)


  • Zebralo, resultado de égua (Equus caballusi) X zebra (Equus Dolichohippus grevyi)

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Vaca que produz leite humano

     O leite materno é fundamental para a saúde das crianças nos seis primeiros meses de vida, por ser um alimento muito completo. 

Mas o que fazer aos bebés que não podem/rejeitam beber leite materno?

Nicolas Mucci e o Ministro argentino da
Agricultura Julian Dominguez, com Rosita
     "Um laboratório argentino anunciou o nascimento da primeira vaca clonada no mundo com dois genes humanospara produzir um equivalente do leite materno que pode proteger os bebés contra doenças e promover o seu desenvolvimento.

     A vaca clonada, 'batizada' Rosita Isa, é o primeiro bovino nascido no mundo com dois genes humanos que contêm as proteínas presentes no leite materno, segundo o Instituto Nacional de Tecnologia Agrícola (INTA).
     Nicolas Mucci, um dos três responsáveis pelas investigações conduzidas pelo INTA e pela Universidade Nacional de San Martin, disse à agência noticiosa francesa AFP que aquele leite protegerá os bebés e melhorará a sua absorção de ferro.
     Adiantou que o vitelo nasceu a 6 de abril de 2011 e que é vigiado "24 sobre 24 horas".
     "O objetivo é melhorar o valor nutricional do leite de vaca juntando dois genes humanos, as proteínas lactoferrina e lisozima", declarou um outro investigador, Adrian Mutto, da Universidade Nacional de San Martin.
     Dentro de 10 meses, os investigadores vão poder confirmar se as proteínas estão presentes no leite de Rosita, realizando uma simulação de gravidez.
     O objetivo da experiência é que na idade adulta a vaca possa produzir "leite semelhante ao dos seres humanos", indicou o INTA."


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     Caros leitores, tomem iniciativa e comentem, expressem a vossa opinião: consideram eticamente aceitável? Acham realmente necessário? De que modo contribui para a evolução da ciência? Poderá abalar os princípios teológicos, bases de muitas religiões?

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Pénis liso, cérebro maior...


     Muitos mamíferos, como os chimpanzés ou os gatos, têm espinhos no pénis, feitos do mesmo material que as unhas (a queratina). 

  • No entanto, isto não ocorre nos homens. Porquê?

    Graças à perda de um fragmento de material genético, os homens não têm espinhos no pénis.
     Os espinhos queratinizados aumentam a sensibilidade táctil do pénis e tornam o coito mais rápido nos mamíferos, embora possam magoar a fêmea  Para sorte das mulheres, o pénis do homem é liso.
     Esse tipo de pénis sem "acessórios" costuma estar associado a espécies monogâmicas e tende a prolongar a relação sexual, criando um maior vínculo entre os parceiros sexuais.
     Uma equipa de 13 investigadores da Universidade de Stanford, na Califórnia, resolveu procurar diferenças no material genético do homem, do chimpanzé e de outros macacos. Tentaram procurar sequências no ADN que eram mantidas nos chimpanzés e noutros animais, mas delectadas no genoma humano. Uma das perdas descobertas no ADN era a eliminação de uma sequência ligada a um gene capaz de estimular a produção tanto dos espinhos no pénis como os "bigodes" de cães e gatos, que servem de sensores de tacto.

     Pénis liso, sem bigode de gato e também com cérebro maior: uma outra delecção próxima a um gene supressor de tumores foi correlacionada com o aumento de regiões do cérebro humano.

     O pénis com espinhos é comum em espécies nas quais fêmea e macho têm parceiros múltiplos. Serviriam para remover o sémen do macho rival ou para magoar a fêmea e impedi-la de querer copular com outro parceiro.
   
Já na espécie humana, os traços sexuais evoluíram de modo a favorecer a monogamia e a cooperação na criação das crianças.


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sábado, 12 de novembro de 2011

Sem impressões digitais


     Na maioria das pessoas, as impressões digitais, também chamadas de dermatóglifos, formam-se às 24 semanas de gestação, ou seja, ainda na vida intra-uterina. No entanto, há conhecimento de 4 famílias em todo o mundo que não apresentam impressões digitais.
     Esta desordem é conhecida vulgarmente como "doença da demora da imigração" (demora de imigração porque os imigrantes têm de apresentar as suas impressões digitais para conseguirem entrar no país); cientificamente, é conhecida por adermatoglifia.



     Segundo um estudo recente, a adermatoglifia resulta de uma mutação genética rara que, além desta desordem, pode causar também bolhas e cistos faciais.
     Para o rastreio da doença, investigadores no Tel Aviv Sourasky Medical Center analisaram uma dessas famílias, comparando o genoma de cada um dos 9 membros da família com adermatoglifia com o genome de 7 membros da família normais. O rastreio indicou diferenças nas sequências nucleotídicas de um gene, num cromossoma do par 4.
     Os investigadores afirmam que muito pouco é conhecido sobre a função do gene em causa, mas a análise realizada permitiu inferir o facto de o gene não mutado controlar outros genes que afetam diversas estruturas da pele.
    Este tipo de pesquisas contribuem para um maior conhecimento do cariótipo humano, possibilitando o controlo ou a reversão de certas mutações que possam ocorrer e que resultam em desordens, doenças graves. A terapêutica genética ainda está nos primeiros passos, mas promete ser a solução de muitos problemas no futuro.


Imagem adicional (clicar para maior resolução):

sábado, 29 de outubro de 2011

Curiosidades bizarras sobre sexo


  • Durante a Idade Média, acreditava-se que tanto os homens como as mulheres produziam espermatozóides.
  • Na Inglaterra, até 1884, as mulheres podiam ser presas por negar sexo ao seu marido.
  • Na antiga Babilónia, os homens ofereciam as suas esposas como pagamento por serviços prestados.
  • Os antigos egípcios já usavam preservativos, mas o método contraceptivo mais comum da época era um supositório vaginal feito com mel e língua de crocodilo
  • Perante um juiz, os romanos juravam dizer a verdade apertando suavemente os testículos com a mão direita, daí a palavra "testemunhar".
  • Numa tribo da Polónia, os casais de 18 anos fazem amor em média 3 vezes por noite até aos 30 anos.
  • O sexo oral é considerado ilegal em vários estados norte-americanos, como Arizona, Louisiana, Virginia…
  • As mulheres ficam 30% mais activas sexualmente durante a lua cheia.
  • De acordo com o Kinsey Institute, o maior pénis erecto mede 35,75cm e o menor 4,81cm.
  • O Homem não é a única espécie que faz sexo por prazer. Os golfinhos e os chimpanzés Bonobos também foram observados em actividade sexual fora dos seus ciclos reprodutivos.
Chimpazés Bonobos (Pan paniscus)


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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Paralisia do sono

     Sabias que quando dormimos, como forma de evitar que o corpo se mova durante os sonhos, ocorre a chamada paralisia do sono? É verdade… Trata-se um fenómeno natural que ocorre sempre que dormimos, embora seja raramente notado pela própria pessoa enquanto dorme.

Mas porque nunca notamos esta situação?
     Momentos antes da nossa mente despertar, a paralisia cessa. Por isso, raramente temos consciência da sua existência. Por vezes, a mente pode despertar antes do mecanismo de paralisação ser desativado, ocorrendo a consciência da paralisia do sono.
     
      Esta consciência pode ser muito perturbadora, pois o indivíduo dá por si mesmo completamente paralisado, incapaz de mover os membros. A mente ainda está a atravessar um período de transição entre o estado de sono e o estado de vigília e nessa altura podem surgir alucinações hipnagógicas: presença de uma pessoa, ouvir vozes ou sons, sensação de flutuação ou de se sair do próprio corpo, imagens de pessoas, visualização de objetos, sensação de ver em redor mesmo tendo os olhos fechados, etc.
   Tanto as alucinações como a própria paralisia são inofensivas e acontecem ocasionalmente, como resultado de uma má alimentação, maus hábitos de sono, stress, etc.
Estima-se que até 60% da população mundial já tenha passado por essa experiência pelo menos uma vez na vida. Em algumas culturas, isso significava (ou significa ainda, quem sabe) pré-disposição ao contato com o mundo dos espíritos ou similares!




Fonte: 
  • Atlas de Fisiologia Humana (Atlante di Fisiologia Umana), Giunti Editore S.p.A., Firenze-Milano, 2009

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Fecundação

     O vídeo seguinte é de uma publicidade (original, no mínimo) que ajuda, em tom de brincadeira, a entender como é a fecundação.

Oogénese

  • Todos nós sabemos qual o nome dos gâmetas femininos: são os óvulos. Certo?
   Não!

     Eis a resposta…
    Os gâmetas femininos do Homem são os oócitos, e não os óvulos. Mais concretamente, os oócitos II. Estes são as células sexuais produzidas nos ovários, resultado de um processo chamado oogénese.

Oócitos

     Os ovários têm duas funções inter-relacionadas: a produção de gâmetas e a produção de hormonas. A oogénese tem em vista a formação de oócitos II por transformações das células germinativas (oogónias – oócitos I – oócitos II). Estes processos ocorrem na zona mais periférica dos ovários e, ao longo das sucessivas transformações, as células germinativas encontram-se rodeadas por células foliculares e outras estruturas, formando um folículo.

     A ovulação é o processo pelo qual um oócito II é libertado do folículo ovárico. Este processo ocorre devido à ruptura do folículo totalmente maduro, quando a célula germinativa se transforma num oócito II. Nessa altura, o oócito é expelido, passando para o pavilhão da trompa. Após a ovulação, o oócito II, ainda em metáfase II, verá completar a sua maturação (fim da meiose II) se for fecundado. Se tal não ocorrer, é expulso das vias genitais pela menstruação.


     A grande diferença entre o oócito II e o óvulo é o facto de, no segundo, já ter ocorrido fecundação (o espermatozóide penetrou no oócito), mas ainda não ter ocorrido a fusão dos núcleos de cada gâmeta (fase de cariogamia). É com o óvulo que se completa a divisão meiótica iniciada ainda antes do nascimento.

Oogénese (clicar para ampliar)

Ovulação

  • Já alguma vez se questionaram como é que ocorre a ovulação, nas mulheres?
    A seguinte sequência de fotos muito nítidas foi tirada pelo Dr. Jacques Donnez, na Universidade Católica de Louvain, em Bruxelas. 

     Poderia pensar-se que a ovulação é um processo bastante rápido, mas a verdade é que o este processo, representado nas fotos, demorou pelo menos 15 minutos!


Egg = oócito II






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