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terça-feira, 13 de março de 2012
sexta-feira, 9 de março de 2012
Biotecnologia aplicada à saúde
No caso das
aplicações ligadas à saúde, a biotecnologia refere-se a diagnósticos e
terapêutica de doenças, amplificando e dirigindo a resposta imunitária através
da imunoterapia.
A imunoterapia
recorre à capacidade natural do nosso organismo para combater as doenças,
através da produção de anticorpos, proteínas que reconhecem especificamente
determinado antigénio (ou determinante antigénico). Essa produção é feita in
vitro, por indução da proliferação clonal de linfócitos B ativados por um
determinado antigénio. Os anticorpos produzidos intervêm, assim, na
imobilização dos antigénios responsáveis pela sua produção.
Como qualquer
tratamento, a imunoterapia tem efeitos secundários, mas raramente se tornam em
complicações graves.
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quarta-feira, 7 de março de 2012
Será que é desta a vacina para a SIDA?
O desenvolvimento da
vacina, denominada Teravac-HIV-1, é da responsabilidade do Centro de Engenharia
Genética e Biotecnologia (CIGB) do país e o fármaco deverá ser testado durante
2012 em cerca de 30 cubanos seropositivos, de acordo com a directora de estudos
clínicos da instituição estatal, Verena Muzio.
Segundo a responsável,
os pacientes envolvidos no estudo são, portanto, portadores do vírus que ainda
não desenvolveram os sintomas da SIDA. "Há muitos investigadores do mundo
inteiro que tentam obter vacinas deste tipo e, até agora, não se chegou
realmente a nenhuma com resultados satisfatórios", salientou Muzio.
A equipa alerta, deste
modo, para a necessidade de evitar um excesso de expectativas em relação à
vacina, uma vez que os estudos estão apenas numa primeira fase a poderão ser
precisos vários anos até que os seus benefícios sejam comprovados. No entanto,
a cientista confessou que o grupo tem esperança de que "funcione",
embora falte "muito tempo para poder demonstrar a sua eficácia como
produto".
Actualmente estão em
testes clínicos em Cuba outras terapêuticas, nomeadamente vacinas contra o
cancro do colo do útero, o cancro da próstata e do ovário, estando também a ser
testada em animais uma possível vacina contra a dengue. Nos próximos cinco
anos, o CIGB pretende ampliar as receitas com exportações para cerca de 500
milhões de dólares anuais.
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quinta-feira, 1 de março de 2012
Vacina pode ajudar pessoas a largarem vício da cocaína
Segundo uma nova pesquisa, uma vacina
eficaz contra os sintomas causados pela cocaína em ratos também pode ser
útil no tratamento do vício em humanos.
- COMO ESTA VACINA FOI PREPARADA?
A vacina combina um segmento do vírus do resfriado comum com
uma molécula semelhante à cocaína. Ela funciona activando o sistema imunológico
do organismo contra a cocaína, impedindo que a droga chegue ao cérebro.
A vacina provocou uma forte reacção imunológica nos ratos:
anticorpos “anti-cocaína”, ou pequenas proteínas imunológicas, fizeram dos
invasores seu alvo. A cocaína não costuma provocar uma resposta imune, mas
quando associada às partes do vírus do resfriado, o sistema imunológico foi atrás
da droga. Quando isolaram os anticorpos dos ratos no laboratório, os
investigadores perceberam que eles neutralizaram a cocaína.
Em seguida, os investigadores deram cocaína aos ratos
vacinados. Apesar da exposição à droga, os animais não ficaram “maluquinhos”, ou
seja, não apresentaram nenhum dos sintomas que a droga causa, um efeito que
durou pelo menos 13 semanas.
- QUAIS OS SEUS BENEFÍCIOS?
Segundo os investigadores, esta é a primeira vez que se desenvolveu uma “solução” anti-drogas que não exige várias infusões caras, e
que pode passar rapidamente para testes em humanos.
A abordagem poderia ser muito promissora na luta contra o
vício em humanos. Actualmente, não existe nenhuma vacina aprovada para qualquer
dependência de drogas. Porém, a nova vacina ainda terá que passar por extensos
testes para se certificar de que é segura e eficaz antes de receber aprovação
para ser comercializada.
Os investigadores acreditam que ela funcionará melhor em
dependentes que estão a tentar parar de usar cocaína. A vacina pode ajudá-los a
largar o vício, porque mesmo se eles usarem cocaína, uma resposta imune irá
destruir a droga antes que ela atinja o centro de prazer do cérebro.
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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Doença de Graves
O nosso sistema imunitário é bastante eficiente, mas pode apresentar sempre alguns problemas. Um exemplo disso é a autoimunidade - as células imunitárias começam a atacar as próprias células do organismo, pois reconhece-as como estranhos.
A doença de Graves é uma doença autoimune frequente.
Esta doença caracteriza-se pela presença de hipertiroidismo, bócio, oftalmopatia e, por vezes, mixedema pré-tibial.
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| Mixedema pré-tibial |
Estes sintomas devem-se à excessiva produção de hormonas pela tiróide. Essa produção desenvolve-se quando anticorpos induzem continuamente a secreção dessas hormonas na glândula, desempenhando a função da TSH (thyroid-stimulating hormone - tireotropina). A causa desta situação deve-se a fenómenos de autoimunidade - células imunitárias (linfócitos T em interação com linfócitos B neste caso) ativam, indiretamente, recetores da tiróide para a TSH, o que induz a produção das hormonas tiroideias.
Geralmente, todos os indivíduos afetados por esta doença necessitam de tratamento. O tratamento incide em dois objetivos: melhorar rapidamente os sintomas da doença e diminuir a velocidade de produção das hormona tiroideias pela glândula.
A melhoria dos sintomas da doença faz-se por tratamentos terapêuticos, de modo a eliminar a oftalmopatia e o mixedema pré-tibial.
O tratamento do hipertiroidismo passa pela via terapêutica, com medicação anti-tiroideia diária, podendo ser aplicado iodo radioativo e/ou cirurgia (raramente efetuada).
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| Bócio |
A doença de Graves afeta mais mulheres do que homens (devido
à maior eficiência do sistema imunitário feminino, o que aumenta a
probabilidade da hiperimunidade) e é mais frequente entre os 20 e os 40 anos,
embora possa ocorrer em qualquer idade. É, também, a causa mais comum
(entre 60 a 80% dos casos) de hipertiroidismo.
Não existe forma de prevenir
a doença de Graves.
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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Viver com animais pode proteger crianças das alergias
Segundo uma nova investigação, bebés que convivem com cães e
gatos são menos propensos a desenvolver alergias a esses animais mais tarde na
vida.
Os investigadores recolheram informações de 566 crianças e seus pais sobre a exposição das crianças aos animais de estimação e o seu
histórico de alergias. Além disso, quando as crianças completaram 18 anos, foram recolhidas amostras de sangue que foram testadas para certas proteínas do sistema
imunológico (anticorpos) que lutam contra alérgenos de cães e
gatos.
As crianças que cresceram em lares com gatos tinham cerca de
metade da probabilidade (48% mais baixa) de serem alérgicas a eles quando
adolescentes. Crescer em torno de um cãozinho reduziu o risco de alergias ao
cão por aproximadamente a mesma quantidade para os meninos (50% mais baixo),
mas não para meninas; uma descoberta que os investigadores não conseguiram
compreender.
Os cientistas sugerem que as meninas talvez não desenvolvam
a mesma imunidade que os meninos porque interagem de forma diferente com os
cães; mas é só um palpite.
A investigação mostrou que estar exposto aos animais de estimação
após o primeiro ano de vida não parece ter qualquer efeito sobre o risco de
alergias, o que indica que o tempo pode ser tudo quando se trata de prevenir
alergias.
Embora os cientistas não possam dizer com certeza, suspeitam
que a exposição precoce a alérgenos e bactérias relacionadas a animais
domésticos fortalece o sistema imunitário. O corpo habitua-se aos alérgenos, e
ajuda a criança a construir uma imunidade natural.
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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
O estilo de vida influencia a nossa imunidade?
Pelas aulas e pelos posts já publicados, temos bem presente a noção da influência do meio ambiente no nosso organismo, quer ao nível genético, quer ao nível celular. Como não poderia deixar de ser, o nosso sistema imunitário não escapa disto!
A sociedade de hoje vive um momento em que obter a melhor saúde e estética possíveis é um importante objetivo. Tanto a alimentação, o exercício físico e o estilo quotidiano têm influência na nossa saúde, como sabem.
O grande segredo para se ter uma boa saúde é fortalecer o sistema imunitário.
Muitos estudos comprovam que a prática de exercício físico moderado e regular aumenta a eficácia da nossa imunidade, prevenindo-nos melhor de resfriados e constipações, por exemplo - este tipo de exercício tem sido associado ao aumento da produção de macrófagos, células que fagocitam (digerem) microorganismos. Isto pode levar a benefícios substanciais no sistema imunitário a longo prazo.
O cansaço físico e mental também influencia na imunidade, segundo alguns estudos. Pessoas que se sentem tranquilas e felizes apresentam um sistema de defesa forte, enquanto que pessoas deprimidas, stressadas, têm um sistema imunitário mais debilitado. Num estudo feito a estudantes, evidenciou-se um maior nível de glóbulos brancos em época de férias do que em época de exames!
A alimentação também tem um papel importante: uma alimentação equilibrada é importante para aumentar a imunidade, já que os alimentos contêm substâncias que podem influenciar, mais uma vez, a produção de leucócitos. Tanto é que, por exemplo, os vegetarianos têm leucócitos mais resistentes a tumores do que quem ingere carne. O facto é que ainda nem se sabe bem porquê, mas tem, obviamente, algo a ver com a alimentação.
E aqui estão todas as dicas que temos para vocês. Em baixo confiram os sites para verem métodos e alimentos para aumentar a vossa imunidade! Toca a praticar!
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E aqui estão todas as dicas que temos para vocês. Em baixo confiram os sites para verem métodos e alimentos para aumentar a vossa imunidade! Toca a praticar!
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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Descoberta estratégia do VIH para se multiplicar em certos glóbulos brancos
Investigadores dos Institutos franceses
Curie e Pasteur descobriram que o vírus da sida resiste a algumas células
imunitárias alterando o PH dos compartimentos celulares onde se acumula.
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| Vírus da Sida |
Investigadores
do Instituto Curie e do Instituto Pasteur decidiram verificar como o VIH
resistia à acção das células imunitárias, que em condições normais resistiriam
e destruiriam corpos estranhos.
Assim que um vírus ou uma bactéria infecciosa penetra no corpo
humano desencadeia a acção do sistema imunitário, que age através de numerosos
tipos de células, chamados glóbulos brancos.
No entanto, alguns vírus, como o vírus da sida, escolhem como alvo
o próprio sistema imunitário.
O vírus da imunodeficiência humana (VIH) ataca células do sistema
imunitário, no interior das quais se multiplica, e em algumas delas acumula-se
numa espécie de 'armazéns' que são de difícil acesso para os tratamentos
anti-virais.
O VIH ataca especialmente dois tipos de glóbulos brancos: os
macrófagos, os primeiros a intervir contra os corpos estranhos, e os linfócitos
(linfócitos T CD4), que intervêm mais tardiamente na resposta imunitária.
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| Macrófago |
É nos macrófagos infectados que o vírus constrói verdadeiros
reservatórios virais dificilmente acessíveis aos tratamentos anti-virais,
enquanto a sua multiplicação nos linfócitos T CD4 provoca a destruição destes.
Uma equipa do Instituto Curie liderada por Philippe Benaroch
estudou a proliferação do VIH nos macrófagos em colaboração com colegas do
laboratório de vírus e imunidade do Instituto Pasteur e mostraram que as
partículas virais se acumulam em compartimentos específicos dentro dos
macrófagos infectados.
Em trabalhos publicados recentemente na revista 'Cell Host and
Microbe', os investigadores afirmam que o vírus modifica o PH dos
compartimentos celulares nos quais se acumula, impedindo assim a activação das
enzimas encarregues de os atacar.
Quando funcionam normalmente, estes compartimentos possuem um PH
ácido onde o VIH não deveria sobreviver.
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| Linfócito |
No entanto, as medições do PH realizadas pelos investigadores
revelaram um defeito de acidificação nestes compartimentos: o VIH modificava
esse meio hostil e criava um ambiente favorável à sua sobrevivência e ao seu
armazenamento.
Nesses compartimentos, as enzimas de degradação, que têm
necessidade de um PH ácido para funcionar e degradar o vírus, são eliminadas,
de forma que, ao controlar o ambiente, o VIH pode multiplicar-se à vontade.
Este estudo traz novos conhecimentos sobre a persistência do VIH
em pessoas contaminadas e abre a porta à identificação de novos alvos terapêuticos,
para eliminar estes 'armazéns' virais nos macrófagos.
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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Vírus "anti-cancro" revela-se promissor
Uma nova investigação conseguiu “engenhar” um vírus
injectado no sangue que pode alvejar selectivamente as células cancerígenas em
todo o corpo.
| Vírus vaccinia modificado consegue localizar tumores |
Com resultados inéditos, o vírus atacou apenas tumores,
deixando o tecido saudável intacto, num pequeno teste com 23 pacientes. Segundo
os investigadores, as descobertas podem, um dia, revolucionar totalmente as
terapias para cura do cancro. Usar vírus para atacar cancros não é um novo
conceito: antes era preciso serem injectados directamente nos tumores para
escapar do sistema imunológico.
Na investigação, os cientistas modificaram o vírus JX-594,
que é famoso por ser usado para desenvolver uma vacina contra a varíola. Ele é
dependente de uma via química, comum em alguns tipos de cancro, para replicar.
O vírus foi injectado em doses diferentes no sangue dos
pacientes que tinham cancro espalhado em vários órgãos do corpo. Dos oito
pacientes que receberam a dose mais alta, sete tinham o vírus replicado nos
seus tumores, mas não no tecido saudável.
“Esta é a primeira vez na história da medicina que uma
terapia viral tem se mostrado consistente e replicado selectivamente no tecido
de cancro após infusão intravenosa em humanos”, disse o investigador John Bell,
da Universidade de Ottawa. “A aplicação por via intravenosa é crucial para o
tratamento do cancro porque nos permite alvejar tumores por todo o corpo e não
apenas aqueles nos quais podemos injectar diretamente”.
A infecção impediu o crescimento do tumor em 6 pacientes por
um tempo. No entanto, o vírus não curou o cancro. Foram dados aos pacientes
apenas uma dose do vírus visto que a experiência foi projectada para testar a
segurança do vírus.
Os investigadores acreditam que o vírus pode ser usado para
oferecer tratamentos directamente às células cancerígenas em concentrações
elevadas, como terapia para cancros complicados e difíceis de tratar.
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